Archive | Maio 2017

Parabéns Ninho da Serpente. Adeus Ninho da Serpente.

Enquanto lês, abre este vídeo.

 

A 25 de Maio de 2013, perto de Dornes, abri o primeiro círculo de mulheres sob o nome de Ninho da Serpente.

A Serpente surgiu como a energia guardiã destes trabalhos por diversos motivos porque:

  • é uma das energias telúricas que está associada à Mãe Terra, sendo cultuada como manifestação de sabedoria em praticamente todas as culturas;
  • Portugal já foi denominado como Ophiúsa – terra dos adoradores da Serpente;
  • nos ensina e recorda da capacidade de mudarmos de pele à medida que crescemos dentro de nós mesmas;
  • e está reconhecida dentro de nós como a memória antiga da nossa mulher selvagem, intuitiva e sábia.

Quando iniciei os círculos de mulheres, comecei a falar da minha experiência, dos ensinamentos de cuidarmos da nossa ligação à Mãe Terra a partir da vivência de todos os nossos aspectos e elementos e da necessidade absoluta do resgate do nosso amor próprio e poder pessoal, não para sermos melhores que os homens ou exigirmos a igualdade dos direitos, mas sim para que pudéssemos encontrar na nossa memória celular e história de alma o lugar que nos compete numa humanidade que precisa de equilibrar as energias feminina e masculina. Essa será sempre uma das minhas linhas de trabalho pessoal, como professora e como guardiã de círculos de mulheres.

Ao longo destes 4 anos de existência, foram acolhidas centenas de mulheres e, nesta plataforma de trabalho circular, muitas delas encontraram os seus dons e curas pessoais. Assisti a verdadeiros milagres em mulheres que não conseguiam engravidar e conseguiram, graças ao trabalho de círculo e mergulho pessoal, encontrar espaço para receberem as sementes da vida nos seus úteros. Vi mulheres com heranças densas a encontraram o seu Eu de forma a manifestarem a sua essência de forma cada vez mais lúcida e empoderada. Foram acolhidas muitas mulheres perdidas nos seus medos e inseguranças que, nestes 4 anos, se auto-descobriram em amor e lucidez.

Um trabalho que tanto me ensinou e ainda ensina, pois a partir de mim toquei em todas elas e fui tocada de formas que nunca pensei na vida ser tocada por cada uma delas.

Parabéns Ninho da Serpente.

Nesta plataforma do Ninho da Serpente – Círculos de Mulheres pude desenvolver ainda mais os meus dons e curar feridas profundas, o que se deve à energia espiralada com que a Mãe Terra nos nutre e que descobrimos juntas como potenciar e expandir. E sou grata por cada momento.

Como a borboleta, vi tantas, mas tantas mulheres a despedirem-se dos seus casulos e a caminharem de cabeça erguida. Cada uma segue o seu caminho e acolho a gratidão dos corações e úteros que cuidam por todas as aprendizagens e curas. Acolho tudo o que passei pois permitiu-me encontrar dentro de mim a compreensão de que nem todas conseguem entender que os trabalhos e objectivos do Ninho da Serpente não foram e nem são os bodes expiatórios para as suas experiências e histórias pessoais.

Aprendi que, quando as mulheres se unem, grandes curas ocorrem e a níveis que as nossas mentes não abarcam, mas que os corpos e almas reconhecem.

Aprendi que, apesar de tanto conhecimento e trabalho, a matriz da competição, inveja e medo ainda tolda o discernimento das mulheres.

Aprendi que as mulheres unidas são mais fortes, mas que quando a separação é alimentada, a mulher consegue ser a principal inimiga de si mesma e das suas irmãs.

E acolho, agradecendo, todas essas aprendizagens que me permitem hoje, dia 25 de Maio de 2017, dar os Parabéns ao Ninho da Serpente pelos seus 4 anos de existência, mas também dizer-lhe Adeus com a certeza de que um ciclo às 4 direcções sagradas está completo. 

Para que haja crescimento, é necessário deixar morrer e este consciente colectivo que é e foi o Ninho morre hoje, deixando as suas glórias, lições e apegos.

No primeiro ano do Ninho da Serpente, foi a alegria de um novo Fogo manifestado com a direcção Leste. Recordo a euforia, a alegria das mulheres se reunirem. A energia das meninas foi o mote e o florescimento das novas descobertas marcou esse primeiro ciclo. Muitas chegavam ao círculo na alegria de terem encontrado a sua Tribo.

No segundo ano vieram as descobertas das Águas do Sul. Surgiram novas dinâmicas e propostas de trabalho que levaram as mulheres a mergulhos mais internos, o que as levou a descobrirem novas dimensões de si mesmas. Umas foram amadas e acolhidas. Outras foram renegadas. Contudo, a Grande Mãe sempre feliz, pois as Suas filhas estavam a ouvir o seu chamado.

No terceiro ano, era a Terra, na direcção Oeste, a pedir-nos a maturidade e a responsabilidade por cada passo e escolha. Foi o ano em que mais viajei com o Ninho da Serpente a abrir trabalhos onde era chamada e a ser acolhida pelas guardiãs dos respectivos lugares. A maturidade e responsabilidade pedidas foram grandes testes pessoais e colectivos, mas, ao mesmo tempo, esta digressão permitiu chegar a tantas mulheres que aqui sentiram um oxigênio salutar para se nutrirem.

O quarto ano do Ninho da Serpente foi bafejado pelos ventos da direcção Norte, o Ar dos magos e ancestrais que pedem o compromisso sério e inequívoco. Para mim, foi um ano de muitos partos e mortes, algumas delas físicas. Os nascimentos e partidas esse que foram todos celebrados na Montanha, em Abril passado, quando iniciei a minha Busca de Visão com 4 dias e 4 noites em contacto com toda a caminhada pessoal e, acima de tudo, do Ninho da Serpente.

Guardo todo o Caminho do Ninho da Serpente como um tremendo laboratório que agora me deixa o legado de seguir cada vez mais fiel ao chamado que sinto desde os meus 16 anos de estar ao Serviço de uma força maior que é criadora e transformadora de toda a vida e ciclos na Terra, onde eu humanamente me insiro.

Agora, deixo ir esta minha criação e desapego-me de todas as suas sub-criações.

Honro cada aprendizagem, cada mulher, cada abraço e cada promessa.

Honro todos os momentos mas não me apego a nenhum, por saber que cada uma é responsável pelo que diz, pensa, emana e sente.

Honro este meu/nosso Ninho quente e nutridor, onde a vida e a morte andaram lado-a-lado, onde a Serpente nos apresentou a realidade do que carregamos dentro dos nossos corações e úteros tanto no seu esplendor de amor como na penosa dor.

Honro todas as professoras que sempre vi em cada mulher que se sentou comigo em círculo e foi tocada pela Serpente.

E deixo ir, com alguma tristeza, confesso, mas ela é natural no processo da criação e renovação. Deixo ir porque entendo que a energia desta criação teve o seu tempo, trouxe-me o que eu precisava como lições pessoais e de guardiã, mas não me é possível nutrir esta criação dada a história que já carrega.

Contudo, o caminho não pára. Parar é sinónimo de desistência perante o fluxo contínuo da vida. Nunca fui mulher de desistir, apesar dos embates, mal entendidos e dores, pois é a Grande Mãe que continua a sussurrar-me ao ouvido e a trazer-me a imagem de que sou uma Árvore que não pode desistir de o ser, pois a árvore será sempre uma árvore, cumprindo os seus ciclos e crescimento para dentro da Terra, alimentando o Fogo no seu tronco, a beber a Água que lhe traz a seiva vermelha de sangue e a tocar os Ar dos Céus nas suas folhas e troncos.

E no fundo, TODAS somos uma Árvore. Que saibamos então honrar o que isso nos pede como compromisso interno de manifestação das nossas almas. Sejamos cozinheiras ou médicas, advogadas ou varredoras de rua, a cada uma de nós foi-nos atribuída uma energia de árvore com coração e útero. Somos mulheres. Somos cíclicas.

Hoje, dia 25 de Maio de 2017, com a Lua Nova em Gémeos, deixo ir esta minha criação do Ninho da Serpente, o que não deixa de ser curioso, pois a minha Lua natal está em Gémeos, na casa 11, bem juntinha a Saturno. Explico o meu sentir – a minha Lua veio para o serviço, comunicação e ser canal de ligação dos mundos, mas o Saturno junta a ela sempre teve uma tendência castradora, limitadora, punidora… mas de há alguns anos para cá assumi que não queria um Saturno castrador, mas sim um professor. E agora escuto este professor, mestre dos ciclos do tempo, a dizer-me que é tempo de outra coisa…

Esperem novidades com a próxima Lua Cheia em Sagitário, pois a vida e a criação não cessam até porque os trabalhos da Mulher Xamânica online vão continuar, bem como do Fio Vermelho e a Celebração da Roda do Ano.

A partir de Setembro, depois do meu primeiro Retiro da Lua, irei fluir com as inspirações da Grande Mãe, pois é a Ela que devo, acima de tudo, responder e escutar a partir do meu centro oracular interno.

A página do Facebook do Ninho da Serpente será rebaptizada a partir de um novo nascimento e um novo site irá nascer a partir da nova fase interna – minha e da minha árvore.

Adeus Ninho da Serpente.

Estás liberto… Agora podes ser a água que irá alimentar a transmutadora terra da próxima árvore que nasceu graças a ti. Das cinzas da tua partida nascerá uma nova força.

Em gratidão e honrando os ciclos da vida.

Isabel Maria Angélica

25 de Maio de 2017

www.ninhodaserpente.net

www.facebook.com/ninhodaserpente

Vídeo com imagens do acervo do Ninho da Serpente – Círculos de Mulheres de Isabel Maria Angélica

Música UMA de Layne Redmond

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A culpa e o ciclo da vítima por Isabel Maria Angélica – 16.Maio.2017

“Não há culpas, nem desculpas. As coisas são o que são”

– Gabriela de Morais

Culpa

A culpa, a par do medo, poderá ser uma das armas de controlo emocional que existe nas relações humanas. Frase arrojada para iniciar este texto, mas que surge numa pesquisa diária do funcionamento das relações afectivas entre os seres humanos e, principalmente, na observação das relações das mulheres em círculo.

O sentimento de culpa, segundo o psicólogo Sigmund Freud (matéria que trabalhou de forma exaustiva ao longo da sua vida), exerce um papel crítico como um obstáculo à felicidade. Contudo, a culpa não é algo que surge espontaneamente na nossa psique, pois nós somos educados para desenvolver a culpa desde que somos pequenos e, para as mulheres, é algo ainda mais inculcado na nossa matriz emocional dado que nascemos já com essa informação que nos é passada de geração em geração e que é um dos instrumentos mais sub-conscientes que nos é transmitido desde a mensagem de que a mulher é a culpada da expulsão do ser humano do Paraíso.

O pecado original diz-nos que foi a mulher, na história do triângulo Adão-Eva-Lilith, a grande culpada da expulsão do Paraíso e desde então, em textos e filosofias judaico-cristãs, é reforçado esse argumento acusatório à mulher e a toda a sua conduta. A mulher, como geradora da vida, é então a grande perpetradora desse peso e castração que ela alimenta em si e transmite na educação que dá aos seus filhos.

Então, será seguro dizer que o sentimento de culpa é uma criação da filosofia patriarcal que, castrando a mulher e alimentando a sua culpa, nos diz que estamos condenadas a viver em dor, sofrimento e separação pois ou assumimos a culpa por tudo o que somos e fazemos ou culpamos quem nos “desvia” dos nossos objectivos internos.

A culpa é assim estabelecida internamente como uma incapacidade ou como um bode expiatório e que nos devia da responsabilidade por tudo o que somos, dizemos, fazemos e pensamos. Culpa e responsabilidade são aspectos completamente distintos, pois a primeira é um jugo e a segunda uma premissa de aprendizagem.

Culpa vs responsabilidade

Com muita frequência oiço mulheres, em ambiente de terapia ou no contexto de círculo, a falarem da culpa que sentem que carregam ou a culparem terceiros pela infelicidade de não conseguirem alcançar os seus objectivos ou desejos. A culpa é da mãe ou do pai pelos seus desaires… a culpa é do companheiro ou companheira pois sentem-se castradas… a culpa é das chefias pois abusam da sua boa vontade… a culpa é dos professores pois são demasiado autoritários… entre tantos exemplos.

Quando são apresentadas à realidade da responsabilidade que podem ter quanto ao facto de atraírem as relações ou situações para daí retirarem lições de crescimento e evolução, a maioria das mulheres treme e nem sempre sabem como processar essa informação. Se por um lado, é aliviado o sentimento de culpa, por outro surge, na maioria dos casos, o vazio por não saberem como lidar a partir do centro de si mesmas.

Por isso, gosto muito de usar a frase de Gabriela de Morais que nos diz que “Não há culpa, nem desculpa”, pois as coisas são como são. Frase que nos devolve a responsabilidade de olhar, sentir e aprofundar todas as experiências e vivências a partir do Eu – o que estou eu a emanar, sentir, pensar ou a dizer para atrair esta situação?

Os bodes expiatórios

Dada a incapacidade de estabelecermos relações de responsabilidade, somos exímias em atrair relações de culpa. Algo que a nossa vítima interna adora, uma vez que assim consegue encontrar os bodes expiatórios necessários para justificar a nossa inacção e frustração perante as lições da vida.

Se estamos em relações abusivas, complicadas, onde não salvaguardamos o nosso amor próprio, passamos a culpar essa pessoa ou pessoas das infelicidades que habitam dentro do nosso coração e que alimentam o vazio da incapacidade pessoal.

Culpar aquele que nos traz a oportunidade de crescermos (isto na visão da responsabilidade) é, assim, dar autorização para que a matriz patriarcal que nos move em caminhos insondáveis continue a reger as nossas vidas e damos autorização para o auto-boicote constante no que diz respeito ao nosso bem-estar, leveza e discernimento.

A herança materna

Somos educadas assim pelas nossas mães que, por sua vez, foram educadas assim pelas suas mães e assim sucessivamente. Mulheres que atraíram os relacionamentos abusivos e castradores, tal como nós. Não paramos para pensar onde tudo poderá ter começado e de que forma poderemos interromper este ciclo vicioso. Antes pelo contrário – funcionamentos em piloto automático.

Está comprovado pelos estudiosos da psique humana que absorvemos nos primeiros 7 anos de vida todos os mecanismos de culpa, medo, insegurança e negociação emocional. Sendo a família, nomeadamente a nuclear (pais, irmãos e até avós), o contexto onde nos desenvolvemos emocional, social e psicologicamente, é nela que vamos absorver tudo aquilo que iremos manifestar dos 7 anos em diante, nomeadamente na vida adulta, fase em que começamos a constelar nas nossas relações aquilo que aprendemos na primeira infância.

Se a nossa mãe é uma mulher dada a depressões, ou ataques de raiva, ou passividade, ou é abusada em algum nível do seu eu, as mulheres principalmente têm tendência de receber todas essas informações como as “normais”. E, “normalmente”, passaremos a manifestar essas informações na normalidade das nossas relações amorosas, de amizades e laborais.

O karma como bode expiatório

Numa era como esta que estamos a viver, a filosofia new age apregoa incessantemente a existência do karma. E muitas mulheres apresentam o karma como bode expiatório para justificarem as relações desequilibradas que têm na sua vida, nomeadamente as amorosas. “Se estou com o meu marido que abusa de mim psicologicamente é o meu karma e preciso viver isto para aprender” – esta é possivelmente a frase mais comum que as mulheres partilham quando falam das suas relações.

Contudo, o karma, tal como em tudo na vida neste Planeta de escolhas, não é taxativo nem determinista. Estamos SEMPRE a tempo de entender as aprendizagens (ou o karma) a partir da culpa da nossa vítima ou a partir da responsabilidade do nosso amor-próprio.

É evidente que cada caso é um caso, mas não me estou a cingir à excepções, mas sim à regra. E na regra é normalmente escolhida a resignação em detrimento da aprendizagem.

A culpa e as relações

Todas as relações que estabelecemos na nossa vida são a partir daquilo que carregamos como seres únicos que somos. Se uma mulher tem um pai é um homem imaturo, irá atrair relacionamento imaturos. Se a mãe sente culpa por ter nascido, a mulher irá de alguma forma manifestar relações que a sobrecarreguem nessa culpa que herdou. Estes são alguns exemplos que podem ser de dispositivos accionadores nas relações pessoais.

Nas amizades funciona exactamente da mesma forma, bem como nas relações profissionais.

Qual é então o ponto comum em todas as relações que estabelecemos – nós mesmas! E a partir de nós iremos ter a oportunidade de decidir se somos as vítimas ou não.

A responsabilidade e a culpa dos outros

O essencial será sempre questionarmo-nos do “para quê?”. Para quê atrais aquela amizade, aquele companheiro ou aquele professor. O que está a tua energia a pedir como aprendizagem e como a desejas usar para teu crescimento interior. O que queres fazer com essa situação a partir da resposta que recebes dentro do teu coração? É a tua ferida a falar ou é o teu discernimento?

É importante definir quais os teus objectivos pessoais, o que te move e o que atrais em função disso como catalisador de mudança interna.

Contudo, na energia actual não podes mais continuar a usar a culpa como arma de arremesso para perpetuar as tuas heranças ou saíres a culpar o outro como bode expiatório para as tuas incompetências emocionais ou desilusões. Tu és responsável por tudo o que dizes, fazes, emanas e pensas e as relações e o colectivo que atrais manifesta tudo o que és. É duro encarar este facto, mas ao mesmo libertador pois serás a única responsável pela resolução do que está dentro de ti.

Eu e os outros

Antes de ser professora e guardiã de círculos de mulheres, sou mulher e humana. Carrego também milhares de anos de história pessoal e colectiva, e, também eu, fui educada num determinado contexto familiar. Este último não foi bonito, amoroso e pacífico. Foi conturbado e, na visão da minha menina sensível e sonhadora, foi bem duro. Durante algum tempo sentia culpa e culpava. A tentação de utilizar as situações e pessoas como bode expiatórios é grande até que recentemente fui confrontada com a pergunta que fiz a mim mesma – para quê sentir culpa pelas incapacidades dos outros e para quê culpar-me a mim ou aos outros pelas minhas incapacidades?

Obviamente que o que me foi dado a ver sobre mim mesma não foi agradável. Os enleios emocionais e energéticos eram muitos e pude ver claramente os meus mecanismos de acção e fuga. Contudo, foi essa clareza que me trouxe o foco de dor que preciso ainda de nutrir e cuidar dentro de mim e que está associado aos meus primeiros minutos de vida nesta vida. Uma ferida de abandono, separação e ansiedade que depois foi determinando todos os meus relacionamentos, formas de agir, pensar… não foi um processo agradável, mas foi, sem sombra de dúvida, libertador. Pois por detrás de um enorme trauma que o meu corpo ainda manifesta na forma de asma, veio também um conjunto de ferramentas para uso pessoal de crescimento e até alquimia.

A culpa não existe, foi o que mais escutei durante esse processo. A culpa não existe. Existe sim a responsabilidade e eu, tu e todas nós somos senhoras da nossa responsabilidade. Bem como da forma como a queremos usar na vida de forma a nos trazer a doçura aos corações.

Caminhando.

Um abraço de coração:útero
Isabel Maria Angélica

http://www.terrasdelyz.net | www.ninhodaserpente.net

NOTA – este tema pode e deve ser trabalhado em ambiente de terapia ou em cursos e podes contactar pelo email – terrasdelyz@gmail.com

Este texto pode e deve ser divulgado desde que respeitada a sua fonte:
Isabel Maria Angélica | 17 de Março de 2017 | Terras de Lyz | www.terrasdelyz.net | Ninho da Serpente | www.ninhodaserpente.net
Imagem: encontrada na Internet

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