Archive | Outubro 2015

Os boatos e o mundo das mulheres

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Diz esta imagem que um boato morre quando chega aos ouvidos de uma pessoa sensata… e curiosamente escolheram como protagonistas para a ilustração duas mulheres… O que dizer sobre isto então?

De facto, o boato está associado ao mundo das mulheres. Os círculos de mulheres na sociedade actual à volta de uma mesa de café, no salão de cabeleireiro ou na pausa para o chá lá no emprego versam quase sempre no “tecer na casaca” de uma outra mulher que está sobre o escrutínio bem apurado da que tecem considerações… mas já sabemos que quem conta um conto aumenta um ponto… E como a inveja e a competição também andam lado-a-lado com o boato, o mundo das mulheres é, sem dúvida, um amálgama energética bem complicada e difícil de deslindar.

Atenção que não me estou aqui a arrogar a santinha. Já tive os meus momentos de fraqueza e eu já recebi e espalhei fofocas e boatos sobre outras mulheres… até que um dia percebi que ao fazê-lo estava, na realidade, a ferir-me também a mim, pois a outra é sempre um espelho e uma manifestação minha. Parece um pouco sha la la, mas não é… Depois de retirados alguns véus de ilusão, depois de trabalhar intensamente a minha mulher e depois de trabalhar com centenas de mulheres, realizo que este padrão é bem intrincado e é alimentado incessantemente umas pelas outras…

Nos dias de hoje, há uma parte de mim que ainda incorre nesta sedução de alimentar boatos e fofocas, mas estou cada vez mais contida por tudo o que já constatei acima, mas também porque estou cada vez mais a desenvolver algo que nunca tive – um profundo amor por mim e pelas mulheres.

Energeticamente há que fazer trabalho para ir limpando essas teias que são construídas com os rumores, boatos e fofocas que tecemos umas com as outras com agulhas invisíveis mas que espetam e deixam marcas profundas no coração e útero das outras mulheres.

Mentalmente há que ter a consciência de que se entramos pelo mundo da fofoca, atiçadas pela inveja e competição, estamos a perpetuar tudo aquilo que não nos faz falta como mulheres atentas e que trabalham a lúcidez.

Fisicamente a fofoca e o boato, alimentado por dias e horas de trocas e tecelagem, drena a nossa energia vital e a da outra mulher. Ficamos completamente coladas a uma história que não é nossa e que, muitas das vezes, nem temos nada a ver com isso!

Emocionalmente ficamos ainda mais magoadas, tristes e vazias… sejamos nós as que alimentam a teia ou sejamos nós aquelas que são alvo da teia… Mas depois todas as teias se tocam, certo?

Então o que nos resta? Resta-nos voltar ao ponto de base em que percebemos que a outra mulher é espelho de um aspecto de mulher dentro de nós. Deixemos de lado o que a outra diz, faz ou compra. Deixemos de lado a comparação e inveja que, na realidade, é o motor que nos leva a querer ocupar o lugar da outra quando nem sequer nos damos ao trabalho de ocupar o nosso!

Resta-nos ir limpando os rastos de teias que fomos tecendo ao longo das nossas vidas e tomarmos consciência para não irmos mexer mais em energias que não compreendemos. Sabiam que demasiadas fofocas e boatas, a partir de mentes bem distorcidas e más, podem chegar à outra mulher na forma de magia negra? E sabiam que se alimentam isso, essa teias negras chegam até vocês em forma de magias? E que assim estão sempre em ciclos de perpetuação de maledicência umas com as outras?

É um tema com muitas implicações. Daí que os Círculos de Mulheres saudáveis e alinhados não permitem mais este tipo de postura para as mulheres presentes. Todas as trocas são bem acolhidas em amor e respeito, mas alimentar algo que perpetue uma ferida aberta pelo patriarcado em nós não é bem vindo.

Em Agosto, no Retiro do Lammas, pedi às mulheres presentes para cuidarem deste Círculo pois se alguém o desonrar estará a desonrar cada uma delas. E pedi que jamais desonrem os outros Círculos de Mulheres que fazem parte, pois desonrar as outras mulheres é desonrarem-se a si mesmas.

E mais uma vez reforço – nem sempre fiz assim. Também já dei maus exemplos. Mas por aprender com eles, aprender com o meu Caminho interno, tenho também autoridade para me expor e apresentar este texto.

No fundo, eu já sei dentro do meu coração:útero que as mulheres unidas irão mudar o Mundo. Mas só estarão unidas aquelas que se apresentam na Verdade.

— Isabel Maria Angélica, 21.Out.2015

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A ENERGIA SEXUAL por Dr. Christiane Northrup

Para uma vivência plena e consciente da sexualidade, é importante compreender que existem três níveis diferentes de energia sexual:
1) prazer genital
2) amor consciente
3) união espiritual.

Cada nível é sexualmente positivo, uma afirmação de vida e participa no processo de cura.
Cada tipo de energia sexual pode curar a nível físico, relacional e cósmico.
Não são estritamente delimitados uns dos outros, mas antes posicionam-se num continuum de energia gerada e energia recebida, activando os vários centros de energia no corpo.
Diferem entre si no que diz respeito ao propósito e significado atribuído à interacção sexual.

1) Prazer genital
Refere-se ao nível de energia gerado, não à actividade física em si. O modo feminino de prazer genital remete para um desabrochar lento e suave do processo sensual, ao invés da corrida rápida até ao orgasmo (modo mais masculino). O orgasmo aqui é entendido como uma libertação da tensão e a cura está direccionada para as funções físicas. Por exemplo, o orgasmo beneficia o sistema imunológico, promove relaxamento e uma sensação de bem-estar. O propósito é recreativo: brincar, desfruto do momento e relaxar durante os prazeres de estimulação física. É prazer consensual e mutuamente benéfico.

2) Amor consciente
Gera sentimentos intensos e amorosos entre os parceiros. O vale do orgasmo como é designado na tradição tântrica, vai para além da libertação de tensão a partir do orgasmo genital. Requer a prática de relaxar durante o aparecimento das sensações sexuais, regular e acompanhar o crescendo de tensão, de modo a prevenir a dissipação súbita da energia sexual. A energia recebida é a de amor divino. O chakra cardíaco torna-se o ponto focal e já não o chakra genital. A prática do amor consciente gera energia desde o coração. O significado deste nível de energia sexual é a conexão, reforçando o compromisso num relacionamento. A cura advém a partir da comunhão amorosa e reforço dos laços com o parceiro. O amor consciente facilita o equilíbrio da energia feminina e masculina na relação, o que se revela bastante eficaz para a preservação da harmonia entre os parceiros.

3) União espiritual
Aqui o êxtase é o tipo de energia criada. O significado da união espiritual é o de expandir a consciência, inspiração e a comunhão com a força da vida. O propósito da sexualidade a este nível é a união com a Fonte. A energia recebida é inspiração/iluminação que pode traduzir-se em orientação espiritual ou ser simplesmente experienciada como pura bênção. O orgasmo cósmico é uma experiência única porque é multidimensional e tem uma infinidade de variedades de padrões.

O prazer genital e o amor consciente não se encontram separados desta experiência; antes são incorporados enquanto uma parte desta.

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A Deusa Mãe representa o princípio do amor…

“A Deusa Mãe representa o princípio do amor. Mencionei a frequência da Luz – Luz sendo informação – e a frequência do amor, atraindo a criação. A face inferior mais profunda da informação pleiadiana é a sua sensualidade e a sua sexualidade – sua criação através da vibração de amor com a Deusa. Trabalhar com a energia da Deusa requer uma exploração mais profunda do princípio feminino.(…)
Conforme avançar a década, haverá um aumento pronunciado de líderes e mestres do sexo feminino, pois a Deusa encarna através do seu género. Isto não quer dizer que Ela não trabalhe com a energia do masculino, pois os homens também aprenderão como encarnar a Deusa. Ela não faz discriminações nem contem raiva. É uma entidade bastante compassiva. Permitiu que durante eons muitas coisas pudessem acontecer de maneira a que todos, homens e mulheres, pudessem aprender o mais possível. Agora a Deusa espera e exige que ambos honrem aquilo que Ela permitiu ser criado através do mistério do sangue – através da dádiva de Seu próprio Útero.
O sangue e os seus mistérios constituem a chave para compreensão de vocês mesmos, da vossa linhagem genética e da própria Biblioteca Viva que vocês são.”

– BÁRBARA MARCINIAK em A GALVANIZAÇÃO DA DEUSA TERRA – CHAVES PLEIADIANAS PARA A BIBLIOTECA VIVA

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Statement

Aho Grande Espírito!
Desde pequena que sinto uma profunda ligação a um ser que me protege. Ao longo da minha vida, consigo recordar com clareza alguns momentos da minha Vida em que uma “mão” me segurou e protegeu para evitar escolhas ou caminhos que não seriam benéficos para mim.
A partir dos meus 17 anos, depois de um profundo trauma familiar, tive a oportunidade de fazer o desenvolvimento da minha sensibilidade intuitiva que, com o passar dos anos, fui percebendo que era, na realidade, mediunidade. Recebia mensagens escritas, por audição, visão, toque e intuição. Escrevi dezenas de cadernos com mensagens psicografadas (guardo-os quase todos) e que eram assinadas essencialmente por dois seres de luz – Miguel e Constança. Este foi um caminho que percorri durante quase 10, onde, TODOS os fins-de-semana, eu me deslocava a este espaço de cura e oração para o meu desenvolvimento e também aprender o que era estar realmente ao Serviço.
Um trabalho de conexão diário que muitas vezes pedia que fosse acudir quem precisasse. Fosse meia noite, domingos… fosse a que horas fosse! Ao ser chamada, eu ia e essa foi a minha maior escola para o trabalho que faço hoje enquanto terapeuta, doula, formadora, instrutora e autora. Durante esse período, desenvolvi os meus dons e, acima de tudo, desenvolvi um sentido crítico que me permitiu posicionar com muita lucidez no que diz respeito ao Serviço – entendi que trabalhar de graça não ensinava a responsabilidade, que o meu dom não me era “oferecido”, que o que está ao Serviço também precisa de ajuda, entre outras coisas. Percebi que a minha humanidade e capacidade de observação são características de poder pessoal, mas nem sempre vistas como tal.
Em 2001/2002, “zanguei-me” com o caminho do Serviço. A inveja, disputa, ciúme e manipulação fizeram-me virar costas aos grupos e percebi que o ser humano adora ter protagonismo apenas porque diz estar ao Serviço. Virei costas a tudo e garanti a mim mesma que poderia ser quem era à minha maneira. A Vida e o Caminho trouxeram-me coisas muito boas depois desta minha decisão, mas também me trouxeram as lições que precisava aprender para procurar acompanhamento no meu dom. O Serviço continuava a chamar por mim, mas precisava de ser articulado e desenvolvido. A minha mediunidade intensificou-se e também a busca de mim mesma, como mulher, principalmente. E neste caminhar, sempre a sentir aquela “mão” a proteger-me a guiar-me…
Uns anos mais tarde, em 2006, fui “chamada” à realidade dos factos da minha vida – mais um trauma pessoal levou-me a uma abertura de consciência quase à força no sentido de procurar respostas e encaminhar-me novamente na busca de mim mesma. Reencontrei o Caminho através dos Cristais e depois o Reiki. A voz que me guiava tornou-se intensa e dizia-me com insistência “tens tempo, mas não tens tempo a perder!”.
Vieram então dois anos intensos de cursos, professores, aprendizagens, erros, decisões boas e más, projectos pessoais e profissionais com outras pessoas. Fui feliz, amei, zanguei-me, mergulhei em mim, fui traída por pessoas que gostava muito, fui acusada e acusei. E neste entretanto, lá andava esta voz e consciência sempre a instruir-me na responsabilidade e verdade. A guiar-me na cura real da raiva e da dor. Mas cresci muito, mesmo! Lições bem intensas que me recordaram do caminho que fiz durante 10 anos, lá mais para trás da minha vida. Aprendi muito sobre mim e sobre a natureza humana. Aprendi sobre a Mãe e
Universo que manifesto a partir de mim.
Até que em Abril de 2011 tudo mudou… aquela Voz e Mão que me protegiam finalmente pedem expressão… Desde 1990 que a sentia comigo e em mim, mas tinha chegado o momento de apresentar para o exterior a ligação que mantenho com Miguel mais conhecido como Arcanjo Miguel). Em Abril de 2011 a minha vida mudou totalmente e Miguel estava como impulsionador desta mudança mas fui eu a protagonista. Libertei-me de pessoas, projectos, padrões, medos e inseguranças, apresentei-me na posse do meu poder pessoal e o amor próprio tornou-se a minha força. Camadas e camadas de uma cebola que ainda hoje descasco.
E chegada aqui a 2015, apresento o Caminho que faço com o meu sangue, suor e lágrimas (tanto de alegria como de tristeza). Honro e honrarei sempre todos os meus professores (sejam eles quais forem!). Honro o caminho feito em outros projectos onde dei a cara e o corpo, onde iniciei metodologias e onde tanto aprendi. Honro o Caminho que fiz e continuo a fazer, pois é esse Caminho que me dá segurança do trilho interno a percorrer. Contudo, neste Caminho aprendi algo que é uma Verdade para mim – Sou Humana! Sou Mulher! E mais do que ser um canal, ou terapeuta, ou isto ou aquilo que qualquer expectativa exterior a mim me queira impor, sou Humana e sou Mulher! Tenho a minha personalidade, não almejo a perfeição e sou honesta na forma como me apresento. Não me mascaro.
Os textos que recebo e apresento de forma regular e que são assinados por entidades espirituais como os de Arcanjo Miguel e Mãe Ísis saem-me, literalmente, do corpo. Todos os trabalhos onde me é pedido para Eles se manifestarem, eu tenho que me entregar de forma visceral e honesta à energia que se manifesta. O Leão e a Serpente assim o pedem. Não podem haver encenações ou viagens do ego, pois o retorno é implacável. Sim, implacável é a palavra certa…
O Caminho que faço desde 1989/90 deve-se ao meu mérito em fazer uma coisa essencial – nunca parar de caminhar. Quem me conhece, de verdade, sabe que assim é. Se já caminhei à procura de reconhecimento e palmadinhas nas costas? Já! Mas desde 2011 que posso garantir que Caminho na Responsabilidade porque não sei fazer de outra forma. A seriedade de tudo o que acedo é tão grande e profunda que não me permito a mim mesma brincar com coisas tão sérias quanto a vida de outras almas e as mentes de outros irmãos e irmãs.
Não Caminho para ser consensual, popular ou amada. Caminho porque a minha Alma me pede e o meu corpo recebe esse chamamento que todas as fibras do meu ser. Caminho porque sei que a minha História de Alma tem muito para transmutar, mas também sei que tenho muito para manifestar. Caminho porque a Verdade que sinto é assertiva e sem rodeios. É sério o que sinto e o que faço. Levo a sério, muito a sério, cada vez que sou convidada a entrar na energia de alguém e aceder à história dessa Alma… com tudo o que isso implica.
Actualmente, trabalho com centenas de pessoas. De Círculo em Círculo, vou reconhecendo em todas essas pessoas os meus professores que diariamente me ajudam na observação de mim mesma. Mas também me apresento como sou – humana e mulher. Já o resto – a terapeuta, a médium, a dotada – aparece ao Serviço sem se importar se é reconhecida ou não. Há muito
que aprendi que a Gratidão não se ensina e poucos são os que a manifestam. Contudo, sou uma mulher atenta e defensora do meu Caminho, pois apenas eu sei o quanto me custa às vezes caminhá-lo… E mais ninguém terá autoridade de falar sobre ele, pois apenas a mim me diz respeito…
Sou Filha da Terra. Sou Feita de Barro. Forjada no Fogo. Que me Aquece a Alma.
Assim versa a minha música de poder.
Assim fui apresentada a mim mesma perante a verdade ancestral da Sagrada Medicina.
Assim me apresento na ancestralidade do meu Caminho.
Por isso, actualmente, as mensagens que veiculo de Arcanjo Miguel e Mãe Ísis são assinadas como uma “vivência”.
Não sou um mero canal que papagueia tudo o que recebe do imenso Plano Astral… Antes de verbalizar, tudo é vivido dentro de mim, pesado e sentido, usando a minha Balança de Ma’at interna. Cada terapia, cada trabalho, cada curso assentam nesta verticalidade que a minha Humanidade e o Serviço me pedem.
Escrevo este texto para firmar a minha Espada no território do meu Ser. Um posicionamento na Terra e no Astral que me faz estar ainda mais ciente de que, apesar de ter apenas 42 anos, sou uma Mulher que faz Caminho há 25!
Mais de metade da minha vida actual envolveu o meu desenvolvimento pessoal e o de outros, onde o que me é pedido é muito simples – ajudar os meus irmãos a resgatarem o seu poder pessoal e amor próprio e a ocuparem o seu lugar.
Com base nisto prossigo o meu Serviço à Grande Mãe, ao Grande Espírito e por todas as minhas relações. Desta forma renovo aqui os meus votos enquanto Mulher Sacerdotisa, Mulher Xamã, Mulher Aprendiz e Mulher Caminhante.
Sou quem sou. E quem me conhece, sabe o que me move. Acima de tudo, EU SEI o que me move – uma profunda seriedade com tudo o que faço e como faço. A leviendade não cabe no mundo do Serviço a partir do Coração Sagrado alinhado no meu centro de poder.
Aho Metakyaze
– Isabel Maria Angélica –
1 de Outubro de 2015
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A Deusa

O simbolismo da Deusa não é uma estrutura paralela ao simbolismo de Deus o Pai. A Deusa não governa o mundo. Ela É o mundo. Manifestada em cada um de nós, Ela pode ser reconhecida internamente, em toda a sua magnífica diversidade.

– Starhawk

(imagem – Amanda Sage)

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